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Maria ama as mulheres

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"Entre os valores fundamentais vinculados à vida concreta da mulher, costuma-se ressaltar a "capacidade de acolhida do outro". A mulher conserva a profunda intuição de que o melhor de sua vida são as atividades orientadas ao despertar do outro, ao seu crescimento e à sua proteção. Esta intuição está unida à sua capacidade física de dar a vida. Seja ou não posta em ação, esta capacidade é uma realidade que estrutura profundamente a personalidade feminina. É ela quem, mesmo nas situações mais desesperadoras - e a história passada e presente é testemunho disso -, possui uma capacidade única de resistir às adversidades, de tornar a vida possível inclusive em situações extremas, de conservar um tenaz sentido do futuro e, por último, de recordar com lágrimas o preço de cada vida humana" (Carta aos bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do homem, da mulher e o mundo, maio de 2004).

"Homem e mulher os criou" (Gen. 1, 27). Desde o momento da criação, Deus quis a complementaridade dos sexos para levar adiante seu plano para a humanidade. Prestemos atenção: estamos falando de complementaridade, mais não de igualdade no sentido da palavra. Enquanto a mulher tentar ser como o homem, estará deixando de lado sua grande potencialidade para a busca do bem e da verdade, aquilo que João Paulo II chamou de "o gênio feminino".

O fundamento da dignidade da mulher encontra-se no fato de que foi querida por Deus e criada à sua imagem e semelhança. Entretanto, podemos dar um passo adiante. Deus escolhe uma mulher, Maria de Nazaré, como colaboradora por excelência em seu plano de salvação. Maria é a criatura mais perfeita que existiu e que jamais existirá. Nela, Deus encontrou seu consolo e recriação; com seu FIAT ela torna possível o início da redenção da humanidade. Por isto, se converteu em Rainha dos Anjos, dos Patriarcas e dos Profetas.

É verdade que à Maria foram concedidos muitos privilégios, para prepará-la para sua missão de ser mãe de Deus, porém, também é verdade que ela é uma criatura humana, igual a todos nós e que sua grandeza jaz em sua generosidade para acolher o plano de Deus na sua vida. Santo Agostinho disse que "Maria concebeu Cristo por fé em seu coração, antes de concebê-lo fisicamente em seu corpo".

Assim, Maria nos ensina que a grandeza de toda mulher não se encontra na realização de suas próprias ambições, tampouco se encontra em ser igual ao homem, mas na acolhida generosa da missão para a qual foi criada. A mulher tem em si mesma a capacidade de acolher a vida de um modo eminente, também possui uma clara intuição que lhe permite conhecer os outros e uma grande fortaleza para sustentar os outros, para seguir adiante em situações difíceis.

Maria, mãe e modelo de cada mulher, mostra-nos a santidade que uma mulher pode alcançar na vida de todos os dias. Assim Como Maria se santificou no Egito, em Nazaré, seguindo seu filho pela Galiléia, também nos mostra o que a mulher é capaz de fazer, colocando seus dons e talentos naturais e sobrenaturais a serviço de Deus e dos outros, buscando dar vida, seja por meio da maternidade física ou do interesse sincero pelo outro.

Nós vos damos graças, Deus Pai Bondoso, pelo amor que tens por nós; porque nos criaste à tua imagem e semelhança na condição de homem e mulher; para que, reconhecendo-nos diferentes, busquemos nos complementarmos: o homem como apoio da mulher e a mulher como apoio do homem.

 

Apostolado N. Sra. de Guadalupe